quarta-feira, 29 de julho de 2009

Solidão




Está é uma reflexão sobre uma palavra muito conhecida. Mas, ela é realmente conhecida? Alguém realmente já parou para pensar atentamente no seu real significado?

Por que temos tanto medo de ficarmos sós? Já não deveríamos estar familiarizardos com este sentimento que nos é tão intimo?
Não é o medo da solidão que nos faz superar nossos sentimentos de timidez, para que assim mostremos nossa verdadeira personalidade? Então, não há sentido em temer algo que nos liberta das amarras que restringem nossas ações. Mas mesmo cientes de tais benefícios ainda tememos a solidão.
Seria o medo de estarmos sós, ou seria o medo de que não exista alguém que nos proteja, que nos ampare ou que nos faça sentir amados, os verdadeiros motivos para nossos medos?
Não seria muito mais fácil estar só? Sem outras pessoas, não haveria conflitos de ideias, não haveria traições, não haveria decepções, não haveria discussões e nem haveria intrigas. Pois na solidão não precisamos agradar a ninguém, a não ser nós mesmos. Nascemos sós e morreremos sós, porque mesmo acompanhados ou entre milhões de pessoas, a solidão nos seguira porque só nos libertamos desta, quando encontramos algo ou alguém que nos faça feliz (Uma busca incessante e quase infinita diga-se de passagem).Mas, e quando a vida não faz sentido e a solidão é nossa única companhia?
A solidão não é apenas um estado de espírito, mas um modo de vida. Uma vida cheia de indiferença, tédio, tristeza e uma incrível sensação de vazio. Vazio que não desaparece, vazio que se expande, vazio que consome, vazio que nos destrói...
Afinal, a solidão é a corrente que nos prende á escuridão. Ou a corrente que nos impede de sofrer?

Imagem:alone by ~Hoeg

Apresentação

Acho que começar por uma apresentação seria o certo.
Me chamo Rafael de Carvalho Takaoka, mas todos me conhecem como Beiçola. Não escrevo objetivando criar textos que apenas entretêm, divertem, excitam a emoção. Têm na verdade o objetivo de provocar o debate, viajar no mundo das idéias e ultrapassar as fronteiras do preconceito.

Eu sou o vazio, o canto mais escuro e perturbador de um mundo extinto. Pensar só me faz lembrar quão imperfeito sou e quão grande é o caminho que trilharei. Pensar também me lembra o quanto insignificante sou na realidade.
Apenas vejo o presente porque assim me liberto das amarras do passado e não me aprisiono nas correntes incertas do futuro.
Direciono-me a frente, não almejo o topo e não cairei nas profundezas. Expectativas não existem em minha vida, tudo se resume a fatalidades inevitáveis que se transformam em dolorosas lembranças, fragmentos dolorosos que devoram a carne e destroem a alma.
A única coisa que entendo em minha mente confusa e turva é que sozinho me perco e acompanhado me levanto.